Fevereiro 2019 ~ Quixabeira do Assaré

Seleção Brasileira: Tite mantém Everton e convoca Vinícius Júnior para primeiros amistosos de 2019

Treinador destacou evolução do atacante do Real Madrid. Neymar e Marcelo são as principais ausências

A convocação divulgada hoje é a última antes da lista oficial para a disputa da Copa América.Foto: Diego Maranhão / Estadão Conteúdo
Nesta quinta-feira (28), às 11 horas, Tite anunciou a lista dos 23 convocados para os amistosos contra Panamá e República Tcheca, os primeiros de 2019. Entre as novidades estão Vinícius Júnior e Felipe Anderson. Sobre o atacante do Real Madrid, Tite pontuou a crescente do atleta após a sequência como titular do time madridista e quer a confirmação desta evolução.
"Estava aberto à ascensão de novos valores, equipes com uma exigência técnica e emocional muito alta o credencial. Ele tem em torno de 30 jogos, e isso é considerável pelo desempenho que tem, não só na análise de números. Eu quero ter essa afirmação da evolução", destacou.
"A gente comenta aqui, ele tem duas marchas mais que o normal. O toque dele, a mudança de direção, com velocidade e força, é impressionante. Vai desenvolver técnica de finalização", completou.
A convocação também marca o retorno de Daniel Alves à seleção brasileira. O lateral-direito do PSG perdeu a Copa do Mundo de 2018 e os amistosos do segundo semestre devido a uma lesão.
Já a maior ausência é Neymar. Como previsto, o atacante do PSG ainda se recupera de uma lesão no pé direito e não participará dos jogos. Outro nome que está fora da lista é o do lateral Marcelo, que perdeu espaço no Real Madrid e virou reserva nos últimos jogos.
A convocação divulgada hoje, primeira de 2019, é a última antes da lista oficial para a disputa da Copa América, que será realizada em junho, no Brasil. O Brasil enfrenta o Panamá, em Portugal, no dia 23 de março. Já no dia 26, a seleção encara a República Tcheca, em Praga.
Confira a lista completa:
Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Manchester City) e Weverton (Palmeiras);
Defensores: Alex Sandro (Juventus), Daniel Alves (PSG), Danilo (Manchester City), Éder Militão (Porto); Filipe Luís (Atlético de Madrid), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Thiago Silva (PSG);
Meio-campistas: Allan (Napoli), Arthur (Barcelona), Casemiro (Real Madrid), Fabinho (Liverpool), Felipe Anderson (West Ham), Lucas Paquetá (Milan) e Philippe Coutinho (Barcelona);
Atacantes: Everton (Grêmio), Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Richarlison (Everton) e Vinicius Junior (Real Madrid).

Fonte: Diário do Nordeste
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MPF entra com ação para alterar edital de concessão do Aeroporto de Juazeiro do Norte

Há pouco mais de duas semanas para a realização do leilão que deve conceder o terminal à iniciativa privada, MPF quer garantir que aeronaves de maior porte possam continuar a operar no aeroporto cearense

   Segundo o MPF, regra estabelecida no documento pode inviabilizar o pouso e a decolagem de aeronaves que já realizavam voos a partir da cidadeFoto: Elisângela Santos
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação na Justiça Federal contra a União e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que alterar o edital de concessão do Aeroporto de Juazeiro do Norte, que será leiloado no dia 15 março. Segundo o MPF, regra estabelecida no documento pode inviabilizar o pouso e a decolagem de aeronaves que já realizavam voos a partir da cidade.
Na ação, o MPF pede liminar determinando que seja publicada retificação do edital em que conste a exigência de investimento mínimo em infraestrutura para operações de aeronaves código 4C, em vez de aeronaves código 3C, uma classificação que abrange aviões de menor porte. O órgão pondera que aeronaves de categoria 4C, a exemplo do Airbus A319-100 e superiores e Boeing 737-200 e superiores, já operam no aeroporto de Juazeiro do Norte há, pelo menos, uma década.
O procurador da República Rafael Rayol, autor da ação, destaca que não vê razão, de ordem técnica ou jurídica, para não assegurar a obrigação da futura concessionária de manter infraestrutura mínima de pátio e pistas compatíveis com as aeronaves de maior porte já em operação no aeroporto.
A ação ajuizada na Justiça Federal em Juazeiro do Norte baseia-se em inquérito civil instaurado pelo MPF com o objetivo de apurar irregularidades relativas às concessões aeroportuárias. Em outubro do ano passado, o procurador chegou a expedir recomendação à Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério dos Transportes para que o contrato fosse retificado, mas o item permaneceu no edital.
O MPF está acompanhado todas as etapas da concessão, incluindo as audiências públicas, promovidas pela Anac, visando a coleta de dados, informações, criticas e sugestões relativas a todos os blocos de concessões dos aeroportos
Concessões
O aeroporto de Juazeiro do Norte foi incluído no mais recente pacote de concessões promovidas pelo Governo Federal. No leilão previsto para março, o aeródromo cearense fará parte do Bloco Nordeste, que inclui ainda os terminais de Aracaju (SE), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Recife (PE). Ao todo, 12 aeroportos do País vão a leilão.

Fonte :Diário do Nordeste
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Homem que espancou empresária deixou local achando que ela estava morta, diz MP

     O MP pediu que Vinícius Serra seja condenado por homicídio qualificado, com penas           que vão de 12 a 30 anos de prisão

   Segundo o MP, Vinícius Serra agiu de "forma dissimulada, já que o denunciado marcou um encontro          prévio com a agredida, ocultando sua intenção de matar"      Foto: Reprodução / Instagram
Vinícius Batista Serra, de 27 anos, que espancou a paisagista Elaine Perez Caparroz, de 55 anos, durante quase quatro horas, no último dia 16, não só teve a intenção de matá-la como, de fato, acreditava que ela estava morta quando deixou seu apartamento.
A conclusão é do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) que pediu a condenação de Serra por homicídio qualificado, com penas de prisão que vão de 12 a 30 anos. Dois dias após o caso, a Justiça determinou a prisão preventiva do acusado.
Segundo o MP, o denunciado, "consciente e voluntariamente e com a intenção de matar, espancou violentamente a vítima, causando-lhe lesões corporais graves". Ainda de acordo com o MP, Serra deixou a casa de Elaine, na manhã do sábado (16), acreditando que havia matado a paisagista.
"De acordo com a denúncia, o crime não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade de Serra, que deixou a residência de Elaine acreditando que havia matado a vítima", sustentou o MP. Além disso, apontou um agravante: "A tentativa de homicídio foi praticada de forma dissimulada, já que o denunciado marcou um encontro prévio com a agredida, ocultando sua intenção de matar."
Em postagem em uma rede social, a própria Elaine confirmou a intenção de Serra: "Fui agredida por várias horas seguidas, o que demonstra intensa crueldade e a intenção dele de matar. Só não o fez porque eu obtive socorro, ou seja, por uma circunstância que não dependeu da vontade dele! Apesar dos meus gritos de socorro, ele não titubeou e prosseguiu com o espancamento".
Para o MP, a forma como o crime foi praticado, "com múltiplos golpes desferidos, além da longa duração das agressões, também demonstra a crueldade do ato, executado por razões da condição de sexo feminino e em evidente menosprezo à condição da mulher, o que caracteriza o feminicídio".
Os procuradores pedem que Serra seja condenado a crimes que preveem pena de reclusão de 12 a 30 anos. Além disso, informaram ele deve ser condenado também ao pagamento de indenização por danos materiais e moraiscausados à vítima.
Serra e Elaine se conheceram por meio de uma rede social e durante oito meses conversaram virtualmente. No último dia 16 marcaram o primeiro encontro, na casa dela, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. De acordo com depoimento de Elaine à polícia, eles tomaram vinho, conversaram um pouco e foram dormir. No meio da noite, ela foi acordada e violentamente agredida por Serra ao longo de toda a madrugada.
A paisagista acredita que foi drogada por Serra. A polícia concluiu que ele agiu de forma premeditada, desde o momento em que pediu a amizade de Elaine nas redes sociais.
Elaine foi casada com Ryan Gracie, lutador de jiu-jitsu morto em 2007. Ela é mãe de Rayron Gracie, que também é lutador. Nos perfis de Vinícius nas redes sociais, ele é identificado algumas vezes como lutador de jiu-jitsu. Circula a história de que Vinícius teria sido expulso de uma academia da família Gracie e teria agido por vingança. Ele é conhecido no meio pelo temperamento violento e tem um registro policial de agressão ao próprio irmão.
A paisagista lembrou que o Brasil aparece em 5º lugar no ranking mundial feminicídios, segundo dados de 2015. "Vamos juntas fazer o possível para combater a violência contra a mulher", escreveu ela.

Fonte:diariodonordeste.verdesmares.com.br
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Maquinista morre após 7 horas preso às ferragens de trem no Rio

Maquinista morre após 7 horas preso às ferragens de trem no Rio



Houve choque entre dois trens; outras oito pessoas ficaram feridas
Depois de mais de sete horas de resgate, morreu o maquinista de um dos dois trens que se chocaram na manhã desta quarta-feira (27), no Rio. Ele foi retirado das ferragens pouco depois das 14h e colocado em uma maca, desacordado. O acidente aconteceu às 6h55 de hoje, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. 
Os primeiros socorros foram dados ao maquinista ainda na estação de trem. Um cobertor térmico foi colocado sobre o condutor e ele recebeu massagem cardíaca. Bombeiros ainda usaram um desibrilador na tentiva de salvá-lo, mas minutos depois anunciaram que o maquinista não havia resistido.
O condutor foi mantido vivo no trem respirando com auxílio de um balão de oxigênio e recebendo transfuão e sangue e aplicação de soro. Ele estava lúcido e conversava com os bombeiros - pelo menos doze trabalharam na operação. 
Com uso de maçarico e outras ferramentas, os bombeiros conseguiram resgatar o ferido. Mangueiras também foram usadas para resfriar o trem, evitando incêndio.
Outras oito pessoas ficaram feridas no acidente. Sete delas foram levados para o Hospital Souza Aguiar e já receberam alta, e um foi para o Salgado Filho, no Méier, onde segue internado, com quadro estável.
A colisão aconteceu entre um trem do ramal de Deodoro e uma composição ainda não identificada - os dois sairam da Central. Um deles estava parado no momento do choque. Com a forte batida, a locomotiva de um dos trens se soltou do chassi e ficou esmagada pelo impacto.
Fonte: www.correio24horas.com.br
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Grupo faz protesto em agência da Caixa após acusação de racismo; veja vídeo


Grupo faz protesto em agência da Caixa após acusação de racismo; veja vídeo

Cerca de 100 pessoas participaram de ato; OAB repudiou ação da PM
Um grupo de 100 manifestantes foi até a Caixa Econômica Federal do Relógio de São Pedro, na Avenida Sete de Setembro, Centro de Salvador, na tarde desta terça-feira (26), cobrar respostas sobre o episódio de violência sofrido pelo empresário Crispim Terral, 34 anos, que foi imobilizado por um policial militar com um golpe mata-leão no último dia 19.
O PM teria atendido à ordem do gerente geral da agência, que afirma, em vídeo, que "só sai com ele [Crispim] algemado". A ação foi gravada pela filha adolescente da vítima, que acompanhava o pai a um atendimento no banco, e já repercute em todo o país, desde a noite desta segunda-feira (25). 
Crispim, que é proprietário da Farmácia Terral, em Salinas da Margarida, no Recôncavo baiano, participou do manifesto. Ele acusa tanto a Caixa quanto a PM de racismo. À reportagem, o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Bahia (OAB-BA), Jerônimo Mesquita, repudiou a postura do gerente e a "violência excessiva da Polícia Militar'. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) afirmou que vai apurar denúncia de racismo.

Em nota enviada ao CORREIO, a Caixa Econômica afirmou que apura as circunstâncias do caso. "A Caixa informa que está apurando e tomará todas as providências cabíveis. A CAIXA ressalta que repudia atitudes de discriminação cometidas contra qualquer pessoa", disse. 
O ato
Liderança do coletivo CMA Hip hop, o militante Hamilton Oliveira, conhecido como DJ Branco, 37, disse que o ato foi organizado pela internet, em cerca de duas horas.
"Tínhamos que fazer hoje. Essa é uma das agências mais populares da cidade que tem uma quantidade enorme de negros, nós somos a maioria. Não podemos aceitar esse racismo institucionalizado, viemos dizer à sociedade que Crispim não está sozinho. O racismo mata o nosso povo de várias formas", comentou com o CORREIO.
O ato, que durou cerca de uma hora, contou com a presença de representantes do movimento negro e chamou a atenção de clientes que aguardavam no local.
Ao CORREIO, Crispim contou que durante dois meses vem mantendo contato com a agência bancária para receber o comprovante de pagamento de dois cheques - um no valor de R$1 mil e outro no de R$1.056. Ambos foram devolvidos pela agência, em novembro do ano passado, sob alegação de que não havia saldo na conta para compensá-los.
'Tentaram impedir'
O psicólogo e professor Walter Takemoto, 64, que também esteve presente no ato em defesa do empresário, afirmou que o gerente da loja pediu que não entrassem, mas, ao notar que o grupo não cederia, não impediu.

"Se tivessem impedido nossa entrada, a gente ia bloquear as entradas, seria pior. Então, o que fizemos foi entrar pacificamente e explicar aos clientes o porquê de estarmos ali, e que o que aconteceu com o Crispim foi, sim, racismo", comentou Takemoto.
Ainda segundo o psicólogo, a agência estava cheia no momento do ato.
"É uma agência caracterizada pela demora no atendimento, quem frequenta ali, sabe disso. Pediram que não filmássemos, mas também não aceitamos. Nosso objetivo foi mostrar o descaso com o qual administram a agência e a importância de discutir o racismo", disse.
Crispim retornou à agência da Caixa nesta terça-feira (Foto: Betto Jr./CORREIO)
O psicólogo, que também é militante, lembrou o assassinato do estudante Pedro Gonzaga, 19, por um segurança da rede de supermercado Extra, em circunstâncias parecidas, há 12 dias.
"Não tem nem 15 dias que vimos coisa parecida com Pedro. E eu penso que se Crispim fosse mais jovem, mais franzino, quem sabe não poderia ter acontecido coisa pior. O golpe foi o mesmo", destacou.
'Um abuso em todos os aspectos'
Presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-BA, Jerônimo Mesquita explicou ao CORREIO que as imagens gravadas pela filha do empresário mostram uma sucessão de "abusos de poder".

Primeiro, O advogado destacou o fato de que a exigência por algemas, por parte do gerente da Caixa, já indica um ato exagerado para a situação. "Antes mesmo de chegar à violência, aquilo já é absurdo. Há uma súmula no Supremo Tribunal Federal (STF) que diz que o uso de algemas deve ser excepcional. A vítima apenas reivindica direitos, quer esclarecimentos".
De acordo com ele, a comissão recebeu o vídeo como forma de denúncia e já está em contato com o empresário.
"Ele é um rapaz negro, que foi tratado com aquela brutalidade, inclusive pela polícia. É injustificável, porque não aconteceria com uma mulher branca, em uma agência no Itaigara, por exemplo", considerou o advogado, sobre as agressões físicas.
Jerônimo também comentou que o PM não poderia ter cedido ao pedido do gerente da loja, que exigiu a prisão do empresário. "Um servidor público tem o dever de se recusar a cumprir esse tipo de ordem, que chamamos de manifestamente ilegal, o policial tinha que ter se negado a cumprir. Crispim não oferecia risco à vida de ninguém ali", concluiu.



Mata-leão
Depois de se recusar a ser algemado, o empresário acabou recebendo um "mata-leão" - golpe de estrangulamento - de um dos PMs. O vídeo do momento em que Crispim é imobilizado foi gravado pela filha de 15 anos.
"Também acredito que sofri racismo por parte do policial, porque sequer esbocei uma reação, estava tranquilo. Podem até pedir as imagens das câmeras de segurança do banco. Minha filha ficou em pânico", disse. 
Crispim afirma que foi conduzido pelos policiais em uma viatura à Central de Flagrantes, onde foi autuado por desobediência e resistência. Em seguida, ele procurou uma unidade de saúde - a UPA dos Barris - onde recebeu atendimento por sentir fortes no maxilar, cabeça, pescoço e ombro esquerdo.
Ele prestou uma queixa contra os PMs na Corregedoria da Polícia Militar na quarta-feira (20).  Segundo o relato do empresário, registrado na Corregedoria e disponibilizado por ele em uma rede social, os soldados Roque da Silva e Rafaeal Valverde Nolesco iniciaram as agressões físicas contra ele.
Crispim registrou caso na Corregedoria da Polícia Militar (Foto: Reprodução)
Uso de algemas
De acordo com o porta-voz da PM, capitão Bruno, o uso das algemas é recomendado aos policiais em situações em que os suspeitos “expõem riscos aos integrantes da polícia ou a si mesmo”.
“Como, por exemplo, quando o indivíduo está se debatendo e fora de controle. Nesse caso, é preciso uma contenção policial”, explicou o capitão. 
Ainda de acordo com o porta-voz, parte do vídeo foi suprimido e, por isso, uma sindicância está sendo aberta para tentar resgatar o que aconteceu momento antes do empresário receber o "mata-leão" do policial. 
“Estamos apurando. Recebemos o vídeo e encaminhamos à Corregedoria (PM) para que fossem ouvidas todas as pessoas envolvidas, inclusive saber da atuação policial e com certeza daremos uma resposta”, disse o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
Em nota, a PM informou que o 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Centro Histórico) foi acionado por prepostos da agência porque um dos clientes se recusava a deixar a agência, mesmo após o término do expediente.
O CORREIO tentou contato com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não obteve retorno.

Fonte: www.correio24horas.com.br
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Prefeito Evanderto Almeida prestigia programa Tarrafas, Povo e Cultura.

Prefeito Evanderto Almeida prestigia programa Tarrafas, Povo e Cultura.


Na manhã deste domingo, (24), o prefeito Evanderto Almeida em companhia do secretário de Cultura Vavá Gois e do vereador Itamar Pio, participou do Programa “Tarrafas, Povo e Cultura”, que há 34 anos está no ar, apresentado pelo poeta e mestre estadual de cultura Antonio Rafael, pela Rádio Princesa Vale dos Bastiões, do Município de Tarrafas. Evanderto, além de visitar Antonio Rafael, um amigo de longas datas e prestigiar os artistas populares, por quem sempre é abraçado, aproveitou para divulgar a programação para o 110º aniversário do poeta social Patativa do Assaré. Ao usar o microfone, o prefeito assareense fez o convite aos presentes e aos ouvintes para o grande evento da cultura do dia 5 de março, dia do aniversário do poeta.
Sobre a programação do XV Patativa do Assaré em Arte e Cultura, disse o secretário Vavá Gois, que por coincidir com o período carnavalesco, a programação que acontecia durante a semana,  fora fragmentada, ou seja: distribuída durante todo o mês de março. “Não houve prejuízo. Apenas as instituições parcerias, que anualmente homenageiam o poeta, farão as suas programações em outras datas, mas todas no mês de março”,  esclareceu Vavá.
Concluindo a sua visita a Tarrafas, o prefeito Evanderto parabenizou a Antonio Rafael pela volta do programa. O mesmo fez o vereador Itamar Pio, que sempre participa do programa trazendo os artistas de Assaré. O prefeito assareense regressou após o programa, mas o secretário Vavá Gois permaneceu na cidade entregando convites para a festa de Patativa.








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WS Pró-studio promove evento e compartilha com a AMADA.


      WS Pró-studio promove evento e compartilha com a AMADA.

Associação Mãos Dadas por Amor – AMADA, uma entidade sem fins econômicos que promove a inclusão de pessoas fragilizadas ou em situação de risco ao convívio social, participou a 1ª Folia de Carnaval 2019,  ocorrido no final de semana passado, promovido pela Academia WS Pró-studio, que funciona aqui em Assaré.
Para ter acesso ao evento, cada folião deixou na portaria um quilo de alimento não perecível, quando a AMADA ficou com 50% da arrecadação.    
A entidade agradeceu o apoio voluntário da WS Pró-studio que teve a sensibilidade de destinar parte da arrecadação, como ainda, acolher as pessoas que recebem o acomodamento da AMADA. 
Por outro lado, a AMADA agradece a Polícia Militar do Ceará, através do Sargento Bandeira comandante do destacamento de Assaré e seus comandados, pela valiosa colaboração, ajudando na mobilidade das pessoas com dificuldades de se locomover por conta própria para chegar ao recinto festivo.












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Prefeito de Assaré Evanderto Almeida participa do Programa Nordeste Povo e Cultura da rádio Princesa Vale dos Bastiões em Tarrafas

        

Atendendo convite do radialista e Mestre da Cultura  popular  Antonio Rafael, apresentador do programa Nordeste Povo e Cultura da Rádio Princesa Vale dos Bastiões no município de Tarrafas, o prefeito de Assaré  Evanderto Almeida, o secretário de cultura Váva Goes, e o vereador Itamar Pio,  estiveram participando do programa radiofônico.

 Evanderto Almeida,  aproveitou para divulgar a realização do Décimo Quinto Assaré em arte e cultura,  em alusão ao aniversário in memórian do Poeta Antonio Goncalves da Silva, Patativa do Assaré, que se vivo o fosse faria 110 anos, no próximo dia 5 de março.  e ao mesmo tempo convidar a população Tarrafense, para participar da programação da festa de aniversário do Poeta Patativa.   

       O gestor, afirmou ao site do Amaury Alencar, ser uma oportunidade que está sendo nos proporcionada para que possamos também valorizar cada vez mas, os nossos artistas regionais e dar o nosso apoio a fim de que tenhamos uma cultura mais forte, a fim de que eles sejam reconhecidos com  o trabalho que o fazem no dia a dia, levando o nome de Assaré e da região além fronteiras.






http://blogdoamauryalencar.blogspot.com

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Patativa do Assaré: 110 anos de palavra viva


 Por 

Há 110 anos nascia Antônio Gonçalves da Silva, poeta magistral sertanejo que, na forma de Patativa, versou as verdades dos muitos brasis de universal Nordeste. Respeitado por sua genialidade, faz menos falta do que devia, pois sua palavra é viva

A casa onde nasceu Patativa, na Serra de Santana, traz relíquias da história do poetaFoto: Melquíades Júnior
"Vão na frente que eu vou atrás. Levando as traia". Era o fim da meia-jornada. O agricultor brocou cedo a terra. Saiu cedinho, quando o sol entrou. Belinha coou o café pra viagem do marido com os filhos até o pedaço de roça. Quem vive no sertão brabo de enxada na mão não tem tempo de sentar. A depender do destino, o chão batido vira mesa, cama e até altar, envolto pelo roçado. Sertão só sabe quem vive. Chover é dúvida. Certeza, só na fé. Planta sem saber.
Mas perto da hora do almoço junta tudo, todos, e vai embora.
Inês é encucada:
- Pai toda vida só vai atrás da gente, sozinho. Num quer ir junto, diz, olhando pra trás e vendo o silêncio.
Em menos de meia-légua de pisada no chão da Serra de Santana, Antônio, atrás, parece que voa. Tá ali, mas não tá.
No fim de tarde, todo mundo bota as cadeiras pra fora. A calçada dá justo pro sol, que vai embora. Ele desce e os mosquitos sobem. Mas quem vive no sertão não tem casca fina.
Encadeando palavras
Antônio convoca atenção e diz uns dizeres falados como se estivesse cantando. Uma frase atrás da outra. Uma palavra que combina com outra duas frases depois. Eram versos e rimas. "As corra mair linda".
Nesse tempo, o pai já soltava poesia, só não sabia de onde vinha, mas o dia dela saber chegaria.
"Eu nasci ouvindo cantos/ Das aves de minha terra/ E vendo os lindos encantos/ Que a mata bonita encerra/ Foi ali que fui crescendo/ Fui lendo e fui aprendendo/ No livro da Natureza/ Onde Deus é mais visível. O coração mais sensível/ E a vida tem mais pureza".
- De onde pai tira tudo isso?
- É Deus que manda.
Foi daí que Inês percebeu: o pai andava atrás pra ter tempo com o divino. Devia sussurrar no seu ouvido, soprando palavras de semente. No tempo de chegar em casa, crescia e dava fruto. Essa era uma colheita certa.
Desce do céu, sobe a serra
Deus visitando onde quase ninguém vai. Um pedacinho da Serra de Santana, prima pobre, comprida e alta de Assaré. Nunca se lembram dela, a não ser em tempo de eleição. A vantagem, dizem os de lá, é que no outro tempo é menos gente perturbando.
A fé sertaneja é inspiração da poesia popular           Foto: Melquíades Júnior
Hoje, o desassossego é outro e bom: "mei mundo de gente vem aqui conhecer onde pai nasceu", diz Inês Batista. Pai é Antônio. E se antes, quem quisesse saber dele, perguntava por Senhorzinho, hoje em dia é só Patativa. Patativa do Assaré.
Se ele já tinha um tempo com Deus, sua morte foi reencontro. Não antes de ver a fama. Primeiro, a de perto, nas andanças pelo Cariri. Depois, bem longe.
Rodou pelas bandas do Norte, conheceu outros Nordestes. Mas foi a radiofonia sua internet. Ouvidos eram atentos à sua passagem pela Rádio Araripe, no Crato. José Arraes era um. Homem importante dos lados de Pernambuco, irmão de Miguel Arraes, este que virou governador daquele Estado. Atento às pelejas sertanejas, criou em sua gestão dois programas para o homem do campo: Vaca na Corda, para financiar gado, e o Chapéu de Palha, pra ajudar o agricultor na entressafra.
Pois foi Zé, irmão de Miguel, um dos grandes financiadores ao primeiro livro do poeta: Inspiração Nordestina (1956), aos 47 anos. Dali já corria mais longe o canto sertanejo. Luiz Gonzaga ouviu no rádio Patativa com João Alexandre, outro artista popular. Queria comprar aquela letra e foi ter com autor, mas o poeta não é de vender.
"Triste Partida" ganhou o mundo na voz do "Rei do Baião". Era retrato do sertanejo retirante nordestino. Viajantes da esperança, ainda que pobreza ambulante. No rincão seco, vai sem querer. Fome é a precisão, Deus é o guia.
Setembro passou/ outubro e novembro/ Ja tamo em dezembro/ Meu Deus, que é de nós?.
Virou hino. Quem vê hoje, pensa que a fama lhe percorreu toda a vida. Mal sabem que, bem dizer chamado 'velho', era um poeta popular pouco reconhecido em suas próprias beiras. Sentava no banco da praça que dá para a Igreja de Nossa Senhora das Dores, em frente de casa. Passava a tarde ali, matutando o tempo (ou com o divino).
Jaqueline, filha de Araci, fez por muito tempo os encarregados dele. Morando no lado oposto da praça, estava sempre a postos pra acompanhar o poeta onde precisasse. Um pagamento, pegar remédio ou dar notícia do que se passa na cidade pequena, mas cheia de histórias. Era mulher de confiança. Serviu-lhe até casar e partir. E fazer falta.
A riqueza de ser pobre
Inês Batista, filha de Patativa, guarda lembranças e saudade do pai
   Foto: Melquíades Júnior

"O povo mesmo dizia: 'Patativa é besta', se quisesse ser rico ele era. Tanta poesia bonita por aí", lembra Inês. Mas pra quem sabedoria é sabença, riqueza também seria outra coisa:
- Eu não vou me aproveitar de um dom que Deus me deu.
Mesmo depois da fama pelo Brasil, chamado que era para os salões, voltava mesmo era pra seu próprio torrão. Virou queridinho dos poderosos (ai de quem não fosse amigo do poeta), lembrado que era até por governador. Educadamente atendia os chamados - já sabia o que representava. O desejo, depois, era estar em casa. Quem escreveu a triste partida bem sabe a alegria que é voltar.
"Por isso que pai tem o nome que ele tem. Isso ajuda muito as pessoas a gostar dele. Nunca quis se envaidecer com as poesias", conta Inês.
Patativa, inspirado, recebia a mensagem a qual também era, como quem vive o que rima. Falava da roça, do vaqueiro. Podia fazer poesia inspirado em Luís Vaz de Camões, seu semelhante em genialidade com as palavras (e ambos eram cegos do olho direito) ou nele próprio, num português desregrado, mas com métrica e sentimento.
Nos tempos de cantoria, o homem de quem brota poesia saía com viola na mão e os versos na cabeça. Cantava e declamava rimas de improviso ou na gaveta da memória. Dá para comparar com as gavetas enormes do cartório da cidade, cheio de fichas e pastas. Pois é como se fosse cada ficha uma poesia. Nas pastas, os motes para cada assunto. Patativa tinha a memória de um cartório inteiro!
Mesmo perto de morrer, com mais de 90 anos, se pedissem pra declamar um poema de 32 estrofes, cada uma com oito versos, ele dizia. "E se pedisse outra, ele continuava outra, sem titubear", lembra Inês, filha que guarda saudade. Aos 74 anos, fala da meninice, porque foi intenso viver com Belinha e Senhorzinho. Tem um aperto no peito, porque queria cuidar mais do pai. Recorda e angustia como se fosse ontem a voz grave e rastejante de quem se sabia mais perto do que é derradeiro:
- Minha fia, se for pra mim morrer, me traga na sua casa. Queria morrer na sua casa.
- Pai, não diga uma coisa dessa...
A morte é a única certeza da vida, também a mais inesperada.
O poeta já vivia no centro de Assaré, não mais na Serra de Santana, onde ainda está parte da família. A cidade tem mais recursos. No Centro, morava parede e meia com o doutor Hernandes, e um pouco mais afastado tinha Dr. Laécio. "Serra de Santana é um lugar sem vida pra quem tá doente", concluem os filhos.
A ironia é que o homem morto, de poesia viva, é quem reacende toda a chama do lugar. De Patativa do Assaré virou Assaré do Patativa, a "terra da poesia popular", diz a placa de boas-vindas na entrada da cidade. Com uma foto inconfundível: de chapéu e óculos escuros, para tirar de vista a cegueira de um olho fechado.
O lugar lembra o poeta. Por esses dias, pesquisadores, amigos e populares se chegam à Serra de Santana e aos espaços locais de poesia nos 110 anos do cinco de março de 1909. Conhecer sua história, manter memória. Os filhos (quatro vivos, de 14) recontam. Mas Inês, João, Afonso e Pedro sempre têm novidades a dizer sobre o pai, poeta interminável.

Fonte: Diário do Nordeste 
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