Bula da vacina contra a Covid-19 não traz reações graves em crianças de 5 a 11 anos; veja sintomas

 Para médicos e autoridades de saúde, o maior risco à saúde é os pequenos contraírem a doença

Escrito por Nícolas Paulinonicolas.paulino@svm.com.br 

Legenda: Crianças também estão suscetíveis à doença, inclusive podendo desenvolver casos mais severos.
Foto: Lucas Falconery

A vacinação infantil contra a Covid-19 segue em todo o Ceará com quase 22 mil doses aplicadas, segundo o vacinômetro estadual. Porém, o número ainda está bem distante das mais de 416 mil crianças cadastradas e das 904 mil estimadas para o Estado. 

Especialistas atribuem a demora à desconfiança sobre a vacina, mas a bula da Pfizer pediátrica não traz grandes riscos à saúde dos pequenos - e os efeitos adversos são semelhantes a outras vacinas do calendário comum.

O documento que traz as orientações para o uso do imunizante descreve diversos sintomas que podem surgir após a aplicação entre pessoas de 5 a 11 anos. Contudo, a maioria se refere a sinais leves.

Veja a divisão:

REAÇÕES MUITO COMUNS (OCORREM EM 10% DOS PACIENTES)

dor de cabeça
dor muscular
dor no local de injeção
cansaço
calafrios
inchaço no local da injeção
vermelhidão no local de injeção

REAÇÕES COMUNS (OCORREM ENTRE 1% E 10% DOS PACIENTES)

diarreia
vômito
dor nas articulações
febre

REAÇÕES INCOMUNS (OCORREM ENTRE 0,1% E 1% DOS PACIENTES)

aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas)
urticária (alergia da pele com forte coceira)
erupção cutânea (lesão na pele)
diminuição de apetite
náusea
dor no braço
mal-estar

Por fim, a bula não descarta reação alérgica grave (anafilaxia), mas explica que essa causa é desconhecida porque “não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis”. Porém, apesar de serem comuns, nem todas as crianças sofrem com os efeitos da aplicação do imunizante.

Olívia Bessa, médica pediatra e diretora de Pós-Graduação da Escola de Saúde Pública (ESP-CE), reforça que a vacina foi aprovada “dentro dos mais rigorosos critérios, considerando para isso o conhecimento de profissionais médicos que atuam no dia a dia com crianças e imunização” e que tiveram acesso aos estudos do laboratório. 

Reações semelhantes à nova vacina são vistas nas bulas de outras vacinas comumente aplicadas em crianças no Brasil:

  • Influenza sazonal: dor de cabeça, no corpo e nas articulações, febre, mal-estar e tremores.
  • Tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola): vermelhidão no local da aplicação, manchas avermelhadas no corpo, febre, dor local, dor de garganta, rinite e diarreia.
  • DTP (contra coqueluche, tétano e difteria): irritabilidade, sonolência, reações no local da injeção, fadiga,  diarreia, vômito, distúrbios gastrointestinais e distúrbios na atenção.
  • Hepatite B: febre, cansaço, dor de cabeça, tontura e irritabilidade. 

“A crise de confiança e os mitos em torno dos riscos das vacinas têm circulado pelas redes sociais. E isso é preocupante, sobretudo quando se trata de uma doença potencialmente grave e letal”, alerta a pediatra Olívia Bessa.

Só em Fortaleza, 5,8 mil crianças faltaram à primeira convocação, nos primeiros cinco dias de campanha, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Vacina infantil ajuda a combater pandemia

A médica cearense Denise Rocha Menezes também lembra que, até os 18 meses de vida, uma criança toma 26 doses de vacina, sem contar com as das campanhas de vacinação. Logo, não entende a resistência de alguns pais em aceitar a nova vacina.

“Erradicamos a varíola do Brasil há 50 anos. O último caso de poliomielite foi registrado em 1989. O sarampo, que havia sido erradicado em 2016, retornou em 2019 por falta de vacinação. Então, qual a dificuldade de vacinar nossas crianças para a Covid?”, questiona.

Para ela, está provado que a vacinação para os adultos já mostrou sua eficácia e “agora chegou a vez de nossas crianças”. “Não tenham medo da vacina, tenham medo da doença. As vacinas salvam, é o maior ato de amor”, pensa.

Em nota aberta, a Rede Brasileira de Mulheres Cientistas, a Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras e o Coletivo Adelaides também manifestaram apoio integral à vacinação das crianças, ressaltando que a Covid-19 “já é a primeira causa de morte por doenças infecciosas em crianças”.

Para as pesquisadoras, a hesitação ou recusa vacinal é “mais frequente entre as camadas mais escolarizadas e de maior renda da sociedade, que egoisticamente recusam a vacina porque reconhecem como mais baixo seu risco de morrer”.

Legenda: Gestões municipais têm investido em espaços lúdicos para atrair público à vacinação.
Foto: Thiago Gadelha

Dados confirmam segurança da vacina

Além disso, reforçam como a segurança das vacinas e possíveis efeitos adversos têm sido bem documentados. Primeiro, um ensaio clínico envolvendo mais de 2 mil crianças, publicado em novembro no The New England Journal of Medicine, não encontrou efeitos adversos sérios.

Os dados de farmacovigilância para a vacina da Pfizer nos Estados Unidos, até 31 de dezembro de 2021, mostram que, dentre 8,7 milhões de crianças vacinadas, apenas 4.249 tiveram reações adversas. Destas, 98% foram leves e somente 2% (100 dentre as 8,7 milhões) foram sérias - as mais frequentes envolveram febre e vômitos. 

“Houve apenas 12 casos de miocardite, nenhum fatal; oito crianças se recuperaram e quatro ainda estavam em recuperação no momento da publicação dos dados. A taxa de miocardite em crianças de 5-11 anos foi 10 vezes menor do que entre os vacinados de 12-15 anos”, alertam.

Os dados americanos também indicam que não houve mortes associadas à vacinação.

Para essas associações, “é preciso combater com firmeza os negacionistas e suas fake news, sobretudo os médicos antivacinas, que tanto estrago podem causar com suas orientações e recomendações equivocadas, que constituem verdadeiro crime contra a saúde pública”.

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Ceará já tem em janeiro 7 vezes mais casos de Covid do que dezembro de 2021

A velocidade de transmissão, atribuída à variante Ômicron, é evidenciada nas novas confirmações

Escrito por Redaçãometro@svm.com.br 

Legenda: Em dezembro de 2021 foram 7,5 mil novos casos de Covid. Em janeiro já são 58,7 mil. Um acréscimo expressivo em um intervalo curto.
Foto: Thiago Gadelha

Estar com Covid, conhecer quem testou positivo ou saber de alguém que está com suspeita de contaminação. A sensação agora é de que o ritmo de infecção é bem mais veloz do que em outros momentos da pandemia. E, de fato, no Ceará, janeiro de 2022 tem um incremento considerável de casos da doença. Esse mês, o número de confirmações já é 7 vezes mais do que o total contabilizado em dezembro de 2021. 

A análise feita pelo Diário do Nordeste tem como base os dados divulgados no Integrasus, plataforma digital da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), na qual constam, dentre outras informações, o total de confirmações e óbitos por dia no Estado.

Em dezembro de 2021 foram 7,5 mil novos casos de Covid. Em janeiro já são 58,7 mil. Um acréscimo expressivo em um intervalo curto.

Quando observada a série histórica de novos casos desde o início da pandemia, em quatro momentos o incremento no Ceará foi significativo de um mês para o outro. Logo no início, abril de 2020, teve 4 vezes mais casos que março, e maio teve 2 vezes mais casos que abril.

Naquele momento, é preciso considerar a dinâmica de espalhamento da cepa original do vírus e a ampliação da testagem, que afetam os registros.  

Na segunda onda, de fevereiro para março de 2021 também houve um aumento brusco no número de novos casos. Naquele momento, março registrou quase o dobro de confirmações que o mês anterior. 

Já agora, a preocupação é justamente porque a velocidade de transmissão, atribuída a variante Ômicron, é muito mais expressiva. 

Desde outubro o Ceará vem registrando elevação no número de novas infecções, contudo, o incremento até dezembro não foi tão discrepante. Em números absolutos, janeiro já tem 51,2 mil casos a mais que o mês anterior. 

Aumento exponencial

A infectologista e professora do Departamento de Saúde Comunitária, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mônica Façanha, explica que “estamos na fase de crescimento exponencial de casos”.

As ocorrências graves, completa ela, “geralmente são um percentual pequeno do total de casos, então assim, com a Ômicron e com a vacina esse percentual está sendo bem menor do que foi com as variantes anteriores”. 

Ainda assim, pondera a médica, como no atual cenário o número de casos é bastante elevado, há uma tendência que “apareçam casos graves”. 

Pontos de testagem
Legenda: Pontos de testagem estão espalhados na Capital e em municípios do Interior
Foto: Thiago Gadelha

A preocupação, diz Mônica, deve ser a mesma da primeira e da segunda onda: diminuir a transmissão para que o sistema de saúde aguente receber de forma adequada os pacientes que necessitem.   

Uma das medidas de prevenção que pode ser reforçada, orienta, é o uso da máscara. Para tentar aprimorar a proteção, autoridades de saúde recomendam o uso da máscara N95 ou PFF2.

No Ceará, o decreto publicado pelo Governo do Estado em 15 de janeiro, estabelece o uso obrigatório, desde o dia 24 de janeiro, de máscaras desses tipos ou similares para trabalhadores da área da saúde, de farmácias, supermercados e escolas. 

“O acesso a essa máscara é mais difícil. Então, os profissionais que lidam com muita gente, profissionais que estão muito expostos devem se beneficiar. A máscara precisa ficar muito bem adaptada ao rosto”, completa a infectologista. 

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