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Novos mamógrafos na rede pública de Fortaleza realizam exames com menos dor

 Aparelhos contam com pressão automática e personalizada de acordo com a paciente.

Escrito porAna Alice Freire*ana.freire@svm.com.br
07 de Outubro de 2026 

Legenda: A mamografia é um exame de imagem por raio-X de baixa dose que serve para avaliar a estrutura interna das mamas e detectar o câncer de mama de forma precoce.
Foto: Divulgação/SMS.

Para aumentar a adesão à mamografia, exame que visualiza o interior das mamas e detecta o câncer de mama em sua fase inicial, sete mamógrafos mais modernos, que não exigem uma compressão tão forte das mamas, foram adquiridos pela Prefeitura de Fortaleza. Ao todo, entre tradicionais e avançados, a capital conta hoje com 14 equipamentos.

Os sete mamógrafos têm exames marcados depois de consultas realizadas em qualquer posto de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mensura que o tempo médio entre a consulta e a realização da mamografia na capital tem sido de 30 dias. 

Em evento alusivo ao início da campanha do Outubro Rosa, Riane Azevedo, responsável pela pasta da saúde do município, descreveu ao Diário do Nordeste que a compra dos novos aparelhos, junto com a promoção de medidas socioeducativas, mira em ampliar os diagnósticos em tempo hábil de tratamento, quando as chances de tratamento e cura são maiores.

Esses aparelhos que nós adquirimos agora, esses últimos sete, são todos aparelhos que têm uma compressão diferente. Ele não aperta como os antigos apertavam. Para essas mulheres que têm medo, a gente pode encaminhar para esses aparelhos mais novos que tem uma tecnologia muito boa e que não faz essa compressão tão intensa. 
Dra. Riane Azevedo
Secretária da Saúde de Fortaleza

A aquisição dos novos equipamentos fez parte do conjunto de metas estabelecidas no ano passado para zerar a fila de exames de mamografia entre de outubro de 2025 e agosto de 2026, que contabilizava 42 mil pessoas. O alcance do fim da fila de espera foi anunciado no último dia 1º. 

De acordo com a gestora, são registrados 1.200 casos de câncer de mama em Fortaleza em média por ano, sendo a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. 

Como os novos mamógrafos funcionam?

O funcionamento dos novos mamógrafos obedece a um passo a um passo, conforme informações da SMS. Para começar, a plataforma na qual a mama é posicionada para o exame se ajusta à altura da paciente e possui rotação lateral, proporcionando maior conforto durante o procedimento.

Outro detalhe que causa menor desconforto é a compressão. Isso porque, de forma automática, o equipamento interrompe essa etapa ao atingir o nível de pressão mínimo necessário para a realização adequada do exame.

Aquisição de novos mamógrafos acompanha o treinamento de quase dois mil agentes de saúde, orientados a localizar potenciais pacientes.
Legenda: Aquisição de novos mamógrafos acompanha o treinamento de quase dois mil agentes de saúde, orientados a localizar potenciais pacientes.
Foto: Divulgação/SMS.

A visualização das imagens é totalmente digital, com maior qualidade e definição, o que favorece o diagnóstico e reduz a necessidade de retornos para repetição do exame.

A SMS também destaca que o procedimento permite uma visualização mais completa do tecido mamário e das glândulas, proporcionando avaliação mais detalhada. Além disso, o exame é mais rápido.

Agora, não é mais necessário revelar a chapa de raio-X para acessar as imagens. O material é armazenado digitalmente, facilitando também o acesso e o compartilhamento das informações.

Por fim, a paciente não precisa retornar à unidade para receber as imagens. Ela baixa o material virtualmente, a partir de QRCode.

Busca ativa 

Além da aquisição dos novos mamógrafos, a secretária reforça a importância da detecção precoce, pela via da Atenção Primária à Saúde, porta de entrada de toda a rede de cuidados.

"Não adianta a gente chegar no final. A pessoa já tem um câncer, às vezes até no estágio avançado, às vezes até cuidados paliativos, não tem muito o que fazer. O grande lance é a gente fazer isso previamente, trabalhando a atenção primária, treinando os agentes comunitários para que eles possam identificar uma paciente dessa", argumenta Riane.

Em articulação com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), 1.975 agentes de saúde serão capacitados por médicos mastologistas para realizarem a busca ativa de mulheres entre 50 e 69 anos para a realização da mamografia.

O objetivo é buscar potenciais pacientes. "Digamos que está há três anos sem fazer uma mamografia, há cinco anos que não fez por medo ou por qualquer motivo que seja, porque acha que não tem acesso, acha que é difícil de conseguir", exemplifica a secretária, em entrevista à reportagem.

Vale destacar que o agendamento para realizar o exame em um dos hospitais ou unidades da rede deve ser iniciado nos postos de saúde de Fortaleza.

Veja onde são feitas as mamografias em Fortaleza

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Como o videomonitoramento de Fortaleza consegue identificar infratores

 Sistema auxilia na segurança de patrimônios públicos e no ordenamento urbano.

Escrito porClarice Nascimentoclarice.nascimento@svm.com.br
07 de Outubro de 2026 

Legenda: Câmeras são instaladas em pontos estratégicos da cidade com objetivo de reforçar a segurança pública, ordenamento urbano, fiscalização e prestação de serviços à população.
Foto: Fabiane de Paula.

As câmeras de videomonitoramento estão presentes em centenas de cruzamentos, paradas de ônibus, praças e espaços públicos de Fortaleza. Frequentemente associadas à aplicação de multas de trânsito, esses equipamentos também existem para auxiliar o ordenamento urbano e a fiscalização de serviços públicos. 

Os dispositivos podem, por exemplo, identificar o descarte irregular de lixo nas ruas, monitorar os pontos de ônibus, fiscalizar grandes eventos, vigiar áreas de riscos de desastres e encontrar pessoas que descumprem as regras urbanas. 

Essas ações são deliberadas a partir do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (Civfor), localizado no Centro da cidade. O ecossistema tecnológico tem mais de 7 mil câmeras e 60 profissionais trabalhando 24 horas para agilizar o tempo de resposta das equipes em campo. 


No caso da identificação de infratores, o videomonitoramento é capaz de encontrar uma pessoa que percorre dois ou mais quarteirões para jogar entulho ou sacos de lixo. A tecnologia presente no Civfor permite aos operadores rastrear os caminhos percorridos pelo infrator por meio da placa do veículo ou pelo endereço de onde saiu, mas não pelo rosto. 

“Nós vamos monitorando a pessoa, tentando buscar uma câmera ou outra que vai encontrar o endereço de onde ela saiu. A questão da placa do veículo também, a gente consegue captar. Nós não fazemos o reconhecimento facial para este fim”, explica o Coronel Cleberson Assunção, coordenador do Civfor.

O descarte irregular de resíduos é um dos principais focos da fiscalização por câmeras na Capital, com objetivo de reduzir os pontos de lixo crônicos e promover a limpeza urbana.

Esses locais são mapeados pela Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP) e pela Coordenadoria das Regionais, com câmeras posicionadas nas proximidades. 

O que auxilia esse trabalho é a Eco Vigia, plataforma que utiliza inteligência artificial (IA) para identificar automaticamente o despejo ilegal de lixo e alertar os profissionais do Centro. 

Como funciona o sistema?

Quando um veículo ou pedestre descarta lixo na rua, algoritmos de IA identificam o movimento e geram um alerta em tempo real nas telas da central. A partir desse aviso, os operadores analisam as cenas e acionam os órgãos envolvidos: a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e, se preciso, a Guarda Municipal. 

Segundo o coordenador, a função do Centro Integrado é “dar meios técnicos para a Agefis examinar as imagens e aplicar a sanção”. Todo o arquivo de vídeo serve de suporte para que a agência valide o ocorrido e envie a notificação de multa para o infrator. 

Movimento de despejar resíduos fora dos Ecopontos ou latas de lixo é identificado pelos sensores.
Legenda: Movimento de despejar resíduos fora dos Ecopontos ou latas de lixo é identificado pelos sensores.
Foto: Reprodução/Agefis.

Para que essa identificação aconteça automaticamente, os sistemas das câmeras do Civfor são treinados pelos algoritmos de IA e por outros analíticos para diferenciar o que são ações corretas ou inadequadas. 

Acontece da seguinte forma: as câmeras do Centro processam dados de vídeos de forma automatizada e, com isso, são "treinadas" a entender que o movimento de despejar um resíduo em uma calçada é uma infração. Assim, toda vez que uma ação como essa acontece na rua, o sistema gera o alerta para os operadores. 

De janeiro a outubro de 2026, a Agefis contabiliza 1.242 autos de infração lavrados a partir de flagrantes realizados por videomonitoramento. O número é maior do que o registrado em anos anteriores. Em 2025, as infrações somaram 283, enquanto em 2024 foram somente 66.

O despejo irregular de lixo pelos moradores é considerado uma infração grave, conforme o Código da Cidade. A penalidade pode ser aplicada em multa em flagrante, remoção e reparação do dano. Se para o descarte for usado um veículo automotor de passageiros, a multa é dobrada. Os valores variam de R$202,50 a R$32.400.

“Eu já tivemos um caso aqui, uma senhora que mandou capinar e limpar a frente da sua residência. No lugar de deixar dentro de sacos de lixo para o recolhimento, ela mandou um rapaz da carrocinha jogar em local indevido. Nós identificamos a casa [de onde saiu], rastreamos o indivíduo que fez o descarte e a Agefis foi lá, junto com a Guarda Municipal, para realizar o auto de infração”
Coronel Cleberson
coordenador do Civfor.

Conforme Guilherme Magalhães, superintendente da Agefis, o uso das ferramentas tecnológicas vem reduzindo as autuações e diminuindo a quantidade de lixo jogado na rua porque as pessoas aprendem com a multa. 

“Conseguimos identificar um aumento superior a 50% de assertividade com relação à não reincidência. Nos locais onde conseguimos colocar essa IA, percebemos que vai, aos poucos, deixando de ser um ponto de lixo crônico”, afirma.

Apesar de existir uma automatização, as imagens passam obrigatoriamente por uma dupla verificação humana em que a IA sinaliza a suspeita, mas cabe ao fiscal checar as imagens antes de aplicar qualquer sanção. 

“A IA tem que ser ensinada. Ela ainda pode apontar falhas. Então aquele recorte é feito e aí vai para a fiscalização e o fiscal, o fiscal que vai fazer a análise para realizar o auto”, detalha Magalhães.

Centro reúne diversos órgãos

Localizado no Centro de Fortaleza, o Civfor tem como objetivo centralizar o acompanhamento das ocorrências e agilizar o acionamento das equipes que podem atuar naquele caso. A principal questão é “mobilidade para auxiliar no fluxo da cidade”, explica o coronel. Ele funciona desde abril de 2026. 

O equipamento substitui a antiga Central de Videomonitoramento, instalada no bairro Aldeota. O novo Centro tem integração com a Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), maior parque tecnológico e maior tamanho, com área de 4.821 m², segundo a Prefeitura de Fortaleza. 

Equipamento da Secretaria Municipal da Segurança Cidadã  está localizado no Centro de Fortaleza, e centraliza o despacho de diversos órgãos.
Legenda: Equipamento da Secretaria Municipal da Segurança Cidadã está localizado no Centro de Fortaleza, e centraliza o despacho de diversos órgãos.
Foto: Thiago Gadelha.

São 7 mil câmeras distribuídas em toda a cidade, com telas para visualização simultânea e visão de 360 graus. Há também um sistema inteligente de videomonitoramento com 40 telas e com uso de inteligência artificial, além de sala de operações, datacenter, sala de situação, auditório e espaços para treinamento e despacho. 

De lá, são realizados despachos de diversas pastas como: 

  • Guarda Municipal de Fortaleza;
  • Defesa Civil de Fortaleza (DCFor);
  • Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC);
  • Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor);
  • Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis);
  • Secretaria Municipal da Educação (SME);
  • Secretaria Municipal da Saúde (SMS);
  • Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP);
  • Coordenadoria de Gestão Regional (Coger);
  • Autarquia de Urbanismo e Paisagismo de Fortaleza (UrbFor).

“Nós temos aqui todos os contratos da Prefeitura. Então, eu visualizo todas as câmeras da AMC. A AMC visualiza todas as nossas. A usabilidade desse equipamento é que muda. Eles usam fiscalização e controle de trânsito. Eu uso para segurança ou para conservação ou para descarte. Então, ela vai ter essa integração, ela tem essa vantagem”, ressalta Coronel Cleberson.

Reconhecimento facial é feito pela SSPDS

O Centro não realiza reconhecimento facial nem faz leitura alfanumérica direta de placas em seus próprios servidores. O cruzamento biométrico de rostos para checagem de mandados de prisão é uma atribuição processada exclusivamente pelos servidores da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), do Governo do Estado.

Os órgãos dos entes municipal e estadual possuem uma parceria em que o Município disponibiliza o sinal de suas câmeras instaladas em equipamentos públicos (como o IJF, Frotinhas e Hospital Presidente Vargas) para que o sistema estadual cruze os dados biométricos e identifique foragidos da Justiça.

O Civfor e a Ciops utilizam o mesmo sistema de despacho. Assim, o recebimento de dados ocorre online e sem delay (atraso). Isso viabiliza ações conjuntas em que as imagens das secretarias municipais e do governo estadual são compartilhadas para monitorar a cidade de forma unificada. 

“As prisões decorrentes do reconhecimento facial no IJF, equipamento público municipal, foi feita pela Polícia Militar através do sistema da SSPDS. Aqui nesse centro, a gente não faz reconhecimento facial. Mas a gente cede nossos equipamentos que tem analíticos de borda para que seja processado no servidor da SSPDS, que é onde está o banco de dados”, reforça Cleberson.

Fonte:https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/como-o-videomonitoramento-de-fortaleza-consegue-identificar-infratores-1.3796873

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BIOGRAFIA DE CICERO FERREIRA

BIOGRAFIA DE CICERO FERREIRA
Cícero Ferreira de Lima, filho de Raimundo Nonato e Telma Ferreira, nasceu no dia 06 de Julho de 1970. E casado com Vanusa Alcântara e pai de Bruno Ferreira, músico profissional e acadêmico de odontologia. Cicero foi criado na região central da cidade, pois sua mãe, era dona de um restaurante no Mercado Central, onde trabalhava diariamente a onde acolhia os filhos quando voltavam da escola. Cícero, desde criança, gostava do Mercado onde fazia suas piruetas, mas por ser muito curioso, aproveitava a maior parte do tempo observando e até manuseando os novos aparelhos eletrônicos que apareciam, trazidas por camelôs ou pelas lojas de eletrodoméstico. Iniciou no ramo ligado a tecnologia fazendo gravações e reproduções em fitas K7 das músicas que faziam sucesso em discos ou pelas bandas musicais, que ele gravava ao vivo nas festas que acontecidas na cidade. Com o aparecimento das antenas parabólicas tronou-se um especialista na montagem daqueles equipamentos, montando este equipamento nas residências de vários municípios da região. No entanto, ao tomar intimidade com uma câmera fotográfica, sentiu que levava jeito para retratar profissionalmente todos os objetivos para onde direcionasse a objetiva. Neste mesmo período, nos anos de 1990, surgiram no mercado as famosas câmeras videocassete. Desta época em diante, muda de fotógrafo para cinegrafista, fazendo cursos por correspondência para melhor manusear aquele equipamento. Ao adquirir os equipamentos, passou a viver exclusivamente desta arte. Mas, além das filmagens que fazia por encomendas, (casamentos, aniversários, batizados etc.) Cícero passou a filmar para arquivo pessoal e hoje históricos, o Assaré com suas riquezas. No seu arquivo pessoal guarda imagens das festas populares na cidade e na zona rural, competições esportivas, vaquejadas, artistas populares no meio da feira, momentos religiosos e tantas outras manifestações do povo. Querendo um canal para veicular o seu trabalho, fundou com João Varjota a TV Assaré Online. Desfeita a socieda, criou a TV Quixabeira do Assaré, um meio de comunicação que coleciona uma larga audiência, diante da sua legião de ouvintes. Cuidadoso com a sua profissão, Cícero Ferreira adquire constantemente novos equipamentos de filmagem a edição para dá maior qualidade ao seu trabalho. Suas câmeras são todas profissionais. Membro de uma família musical, Cícero é músico profissional. Toca trombone e por muitos anos fez parte da Banda Manuel de Benta de Assaré.

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