Imunizante contra Covid-19 Butantan entrega lote com 3,4 milhões de doses da vacina Coronavac

 Imunizante contra Covid-19

Butantan entrega lote com 3,4 milhões de doses da vacina Coronavac

Butantan entregou, na manhã desta quarta-feira (31), um lote com 3,4 milhões de doses da Coronava (Divulgação/Instituto Butantan)
Em 31/03/2021 às 14:20
O Instituto Butantan entregou, na manhã desta quarta-feira (31), um lote com 3,4 milhões de doses da Coronavac, vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Sinovac. Esse é o 19° carregamento liberado para o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Ainda não foi informado quantas doses devem ser destinadas para o Ceará e quando chegarão. O 11º lote de vacinas, com 158.100 doses, chegou no Ceará na última sexta-feira (26). O carregamento foi composto por 124.400 doses de CoronaVac/Instituto Butantan e outras 33.700 de AstraZeneca/Oxford.

Desde 17 de janeiro, quando a campanha de vacinação começou no país, já foram entregues 36,2 milhões de doses da Coronavac. Nesta segunda-feira (21), foi liberado o maior carregamento de doses envasadas pelo Instituto, com 5 milhões de doses.

O Governo Federal tem contrato para a compra de 100 milhões de doses do imunizante. Segundo o Butantan, a previsão é entregar outras 9,8 milhões de doses até o fim de abril, totalizando 46 milhões. As outras 54 milhões de doses devem ser entregues até 30 de agosto.

O imunizante é produzido localmente a partir do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China. Em 3 de março, o Butantan recebeu uma remessa de IFA para produção de 14 milhões de doses.

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, já afirmou que o instituto deve receber um novo lote de insumos entre 6 e 8 de abril. As doses são envasadas, rotuladas, embaladas e passam por um controle de qualidade, antes de serem distribuídas.

Fonte: Diário do Nordeste
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Casos e óbitos de Covid-19 no Ceará devem se estabilizar entre abril e maio, indica estudo

Projeção tem base no momento atual de lockdown e de ritmo do contágio no Estado

Legenda: Os novos casos de Covid-19 no Ceará devem alcançar o pico neste mês de abril, segundo estudo acadêmico.
Foto: Antonio Rodrigu

 Uma projeção do Sistema de Monitoramento Preditivo (Simop) da Universidade Federal do Ceará (UFC) indica que a média móvel de casos de Covid-19 no Estado deve se estabilizar na primeira quinzena de abril. A de mortes pela infecção, por sua vez, também segundo o estudo acadêmico, deve ficar estável somente entre o fim do mês e o início de maio.

“A tendência é que a gente comece a entrar numa zona chamada de ‘platô’, ou seja, uma zona na qual o crescimento no número de casos diários tende a diminuir e se estabilizar”, aponta em um vídeo publicado no Youtube o professor André Lima Férrer de Almeida, do departamento de Engenharia de Teleinformática da UFC, um dos pesquisadores à frente do estudo.

A previsão é feita com base nas taxas atuais de contágio e considerando o momento atual de lockdown decretado pelo Governo do Ceará em todo o território estadual. “Se houver uma mudança brusca no comportamento da sociedade durante as próximas semanas, vai representar um novo pico mais pra frente”, explicou o professor em entrevista à reportagem.

André comenta ainda que a média móvel de óbitos — bem como a demanda por assistência hospitalar — está numa crescente, principalmente, desde fevereiro, mas que, em abril, a tendência é desacelerar. “Hoje, por exemplo, o ponto máximo está entre 100 e 150 de média móvel de óbitos. Ainda haverá crescimento, mas numa velocidade bem menor”, espera.

Comparativo entre as curvas de novos casos de Covid-19 no Ceará e no Brasil.
Legenda: Comparativo entre as curvas de novos casos de Covid-19 no Ceará e no Brasil.
Foto: Reprodução/Simop/UFC

DEMANDA HOSPITALAR

De acordo com as projeções, a pressão sobre o sistema hospitalar no Estado também deve ser grande no mês de abril. “O platô na curva de demanda hospitalar deve ser mais pela terceira semana de abril”, observa André. Isso porque o número de novos casos, por mais que se estabilize, ainda será alto, e porque as internações pela doença estão sendo mais prolongadas.

Até as 19 horas desta terça-feira (30), segundo o IntegraSUS, de onde foram colhidos os dados para a pesquisa da UFC, a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) no Ceará era de 92,85% e a de leitos de enfermaria, 78,16%.

COMPARAÇÃO COM O BRASIL 

Ainda no que diz respeito à demanda hospitalar, o Brasil tem cenário semelhante ao Ceará. Contudo, com previsão de estabilização pouco tempo depois. “A gente tem ainda uma crescente até mais íngreme da demanda hospitalar no Brasil como um todo, durante a primeira quinzena de abril. A partir da terceira semana devemos atingir um platô”, diz André.

Já em relação aos casos e aos óbitos, o Ceará pode chegar ao platô pelo menos 15 dias antes do Brasil. Na previsão otimista, diz o pesquisador, o País “só deve chegar à estabilização [de casos] daqui a três semanas”, isso considerando que outras regiões adotem isolamento social rígido semelhante ao imposto no Estado. Na previsão pessimista, a média projetada é de quatro mil mortes por dia no País e aproximadamente 160 no Ceará.

Cenário otimista e pessimista, comparando Ceará e Brasil.
Legenda: Cenário otimista e pessimista, comparando Ceará e Brasil.
Foto: Reprodução/Simop/UFC

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO

Atualmente, segundo o IntegraSUS, com registros de até 17 horas desta terça-feira (30), o Ceará soma 534,9 mil casos confirmados da Covid-19 e 13,8 mil óbitos pela doença.

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Comércio do Ceará apresenta proposta e vê chance de reabrir no dia 5; Estado ainda avalia

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Setor entregou proposições para a reabertura gradual do setor, com 50% do efetivo de colaboradores e protocolos sanitários reforçados

Legenda: Até sexta-feira (2), Comitê de Retomada deve dar um retorno ao comércio sobre a retomada gradual do setor
Foto: Helene Santos

Diante da sinalização do governo estadual ao setor produtivo sobre uma possível reabertura da economia, o comércio está esperançoso para retomar o atendimento presencial depois do dia 4 de abril, data na qual se encerra o decreto de isolamento social rígido em vigor.

De acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, a proposição de retomada do setor foi reapresentada ao Comitê de Retomada, que até sexta-feira (2) deve dar uma resposta. “Pelo nosso observar, existe essa sensibilidade (do Governo)”, diz.

Nessa terça-feira (30), a Fecomércio e oito sindicatos do setor de comércio de bens e serviços se reuniram com o coordenador do Comitê de Retomada, o secretário executivo de planejamento e gestão Flávio Ataliba. Durante o encontro, foi reapresentada proposta de reabertura do comércio com 50% dos colaboradores.

REFORÇO NOS PROTOCOLOS

“Este ofício propõe um reforço nos protocolos. Também propomos que as empresas colaborem com testes para os funcionários que apresentarem sintomas”, pontua Filizola.

“O documento está sendo reencaminhado para que possamos reforçar esses pontos com uma proposta atualizada, porque a apresentada no decorrer deste mês contemplava a volta apenas Fortaleza, e esse agora trata também da retomada no interior, que seria um pouco diferente, principalmente nas cidades com shopping, que poderiam abrir às 9h”, detalha o presidente da Fecomércio-CE.

NOVA REUNIÃO AMANHÃ

De acordo com ele, possivelmente o comitê e o setor se reunirão novamente amanhã para discutir as medidas. “Se os números da pandemia estiverem mais normalizados, acredito que seja provável reabrir, sim”, reforça.

QUEDA NO FATURAMENTO

Com o comércio paralisado por praticamente um mês, Filizola ressalta que o faturamento despencou pelo menos 80% em relação a um março normal de vendas. “As vendas online diminuem (as perdas), mas não cobrem os impactos de um mês de varejo físico fechado”.

“É um mês sem vendas, mas neste mês os encargos continuam sendo cobrados. É um mês a menos de faturamento no ano”, diz, ressaltando que o setor também solicitou junto à Prefeitura de Fortaleza uma redução no valor do IPTU desses estabelecimentos, considerando o período de paralisação.

TRANSPORTE PÚBLICO

O setor voltou a questionar junto ao executivo estadual as lotações no transporte público. “Não atende a demanda correta, gerando aglomeração. É preciso um olhar mais abrangente para essa atividade, com reforço da fiscalização e dos protocolos nos terminais e dos próprios ônibus”, destaca ele.

De acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, “ainda é prematuro prever” se o comércio reabrirá ou não no dia 5 de abril.

“Nós atingimos um platô, mas esse platô é muito alto”, avalia. Ele também revela preocupação quanto à situação do transporte público. “O governo precisa disciplinar isso. É aí que estão os vetores de infecção, não na atividade do varejo. Acho que (para o comércio) é um castigo desproporcional”, explica.

POSIÇÃO DO ESTADO

De acordo com Flávio Ataliba, as proposições feitas pelo comércio começam a ser analisadas na sexta. Ele confirmou que no mesmo dia o setor deve ter uma resposta sobre as demandas. A análise vai depender dos números da pandemia em Fortaleza e no Estado ao longo dos próximos dias.

Sobre o plano de retomada, Ataliba disse que o modelo da reabertura ainda está sendo desenhado. Alguns pontos do projeto colocado em prática no ano passado devem ser reaproveitados, diz.

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Auxílio emergencial começa a ser pago dia 6 de abril, confirma Bolsonaro

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Benefício será distribuído em quatro parcelas de R$ 250

Legenda: Presidente classificou o benefício como um "alento" para a população mais vulnerável no País.
Foto: Shutterstock

O presidente Jair Bolsonaro confirmou, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (31), o pagamento do auxílio emergencial. O benefício, que começará a ser pago no dia 6 de abril, será distribuído em quatro parcelas de R$ 250. O ministro da Cidadania, João Roma, já havia antecipado a data.

De acordo com o titular da Pasta, há duas exceções em relação aos pagamentos: mulheres que sejam chefes de família, que receberão R$ 375, e famílias unipessoais (formadas por uma só pessoa), que receberão R$ 150. Ao todo, serão investidos R$ 44 bilhões

"É mais um endividamento da União. Isso não é dinheiro que estava no cofre. Isso pesa para todos nós", disse o presidente.

Conforme Roma, os depósitos serão realizados nas contas digitais, o que não implicará a abertura de novas contas. Os saques serão liberados posteriormente. Houve cruzamento de mais de 200 fontes de dados para identificação de beneficiários, ainda segundo o ministro.

Os beneficiários poderão verificar se foram aprovados ou não no site da Dataprev. Tais cadastros serão, inclusive, revisados mensalmente para que fraudes sejam excluídas.

COBRANÇAS DE BOLSONARO

Durante a coletiva, Bolsonaro afirmou que "o governo sabe que não pode continuar com muito tempo por estes auxílios" e, por isso, cobrou de prefeitos e governadores o fim de medidas restritivas.

"Queremos voltar à normalidade o mais rápido possível", frisou o presidente, que também tornou a falar em medo de "problemas sociais gravíssimos no Brasil". "Se a pobreza continuar avançando, não sei onde poderemos parar", ressaltou.

O presidente ainda lembrou críticas, mas justificou que os efeitos da pandemia não podem ser "mais danosos que o vírus". "Temos que enfrentar a realidade, não podemos fugir do que está aí".

DETALHES SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL

O benefício já tinha sido predisposto em decreto presidencial assinado na última sexta-feira (26). A expectativa é de que 45,6 milhões de famílias sejam atendidas com a nova rodada do auxílio.

Segundo o Planalto, do total liberado, R$ 23,4 bilhões serão destinados a 28,6 milhões de informais já inscritos nas plataformas da Caixa. Outros R$ 12,7 bilhões ficarão com 10,7 milhões de beneficiários do Bolsa Família. Por fim, R$ 6,5 bilhões serão pagos a 6,3 milhões de integrantes do cadastro único de programas sociais do governo.

calendário de pagamentos seguirá o modelo de 2020 e os repasses serão feitos independentemente de requisição. 

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Técnica de enfermagem enfrenta chuva e até sobe em cerca para vacinar idosos contra a Covid-19

Na cidade de Granja, Maria de Jesus Rocha de Oliveira é uma das profissionais que visita diversas residências para aplicar o imunizante

Legenda: Equipe de saúde enfrentou efeitos da chuva nas últimas semanas

 Maria de Jesus Rocha de Oliveira, 32, atua como técnica de enfermagem no município de Granja desde 2013. O desejo pela área de saúde era um sonho de infância. Desde o ano passado, ela é uma das profissionais na linha de frente no combate ao coronavírus. Para poder vacinar idosos, Maria já enfrentou chuvas e até foi barrada por um riacho que transbordou.

Na última terça-feira (23), ela vacinou o agricultor Raimundo Luiz Teles, 73 anos, em um dia chuvoso. A equipe de saúde foi até a casa do idoso, na localidade de Iapara, e ele não se encontrava. Parentes informaram que o homem cuidava da plantação de arroz e milho. Logo, ela caminhou até o plantio.

Chegando na plantação, Raimundo Luiz estava capinando uma grande área verde. Como o terreno era cercado com madeira e para facilitar a mobilidade do idoso, a técnica de enfermagem subiu na cerca para aplicar o imunizante contra a Covid-19 no agricultor.

Uma das equipes de vacinação do município de Granja
Legenda: Uma das equipes de vacinação do município de Granja
Foto: Arquivo Pessoal

Outro ponto de difícil acesso por conta das chuvas foi a casa da aposentada Maria Neusa da Costa, na localidade de Tapequê, cerca de 20 km de Granja. Ela reside com quatro filhos e o esposo e faz chapéus para ajudar na renda familiar. "Para chegar até a casa dela e muito difícil, pois o caminho é muito ruim e no inverno fica ainda mais difícil", conta a técnica de enfermagem

RIACHO TRANSBORDA E MUDA PLANO DE VACINAÇÃO

Na mesma localidade, fortes chuvas fizeram o riacho Pau Ferro encher e a água chegou a ocupar áreas de tráfego de pessoas e veículos. A equipe de saúde de Maria de Jesus ficou impossibilitada de alcançar um casal de idosos da região devido ao bloqueio do acesso por conta das precipitações. 

Apesar da impossibilidade da aplicação da imunização, a equipe de saúde remarcou uma nova data para retornar ao local. 

A técnica de enfermagem conta que os idosos aguardam ansiosamente a imunização. Em cada aplicação, os agradecimentos são intensos. "Eles estavam aguardando muito pela chegada da vacina. Teve um ou dois que explicamos com mais ênfase por algum receio, mas aceitaram sem problemas logo em seguida. A grande parte agradece. É muito bom sentir esse sentimento de gratidão", ressalta Maria de Jesus.

IMUNIZAÇÃO EM GRANJA AVANÇA

Em Granja, distante 332 km de Fortaleza, foram vacinados 2.901 e 630 profissionais de saúde. O número de imunizantes recebidos até o momento é de 4.664. Nesta etapa da campanha, o público-alvo é de 5.762, sendo cinco mil idosos. Desde o início da pandemia até as 18h desta terça-feira (24), o município registrou 49 óbitos confirmados. Já foram 1.618 casos confirmados até o momento.

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Ceará registra chuvas em 117 municípios em 24h; Beberibe tem maior precipitação com 127 mm

Segundo balanço da Funceme, divulgado nesta quinta (25), Beberibe teve o maior volume no estado

Legenda: Segundo previsão da Funceme, a previsão é de nebulosidade variável em todo o Ceará nesta quinta (25)
Foto: arquivo

 Pelo menos 117 municípios cearenses registraram chuvas entre as 7h de quarta-feira (24) e as 7h desta quinta (25), segundo aponta o balanço da Fundação Cearense de Meteorologia de Recursos Hídricos (Funceme). Os dados foram atualizados às 10h30.

A maior precipitação, inclusive, foi no município de Beberibe, de 127.2 mm. A segunda foi em Ererê, que teve registro em dois postos de coleta: um com 115 mm e outro com 51 mm. Em seguida, o mapa mostra o município de Iracema, também trazendo registros em dois postos, sendo um com 78 mm e outro com 72 mm.

Enquanto isso, a cidade de Jaguaretama, também na região Jaguaribana, apresentou chuva de 72 mm. Além dela, as regiões do Sertão Central e Ibiapaba tiveram chuvas nos municípios de Quixeramobim e São Benedito, com 51 e 50 mm, respectivamente.

Já na Capital cearense, que registra chuvas desde o início da madrugada desta quinta (25),  os números também foram significativos. Ainda segundo o balanço, a região do Litoral de Fortaleza registrou 50 mm de chuva, a 8ª maior precipitação do Ceará entre 7h de quarta (24) e 7h de quinta (25).

PREVISÃO DO TEMPO

Em relação à previsão para os próximos dias, a Funceme aponta que a tendência é de nebulosidade variável, com prováveis eventos de chuva em todas as regiões cearenses.

A previsão se repete para a sexta-feira (26), mas no sábado, a nebulosidade continua nas regiões, também apontando possibilidade de chuvas isoladas na região Jaguaribana e no Sertão Central e Inhamuns.

VEJA AS MAIORES CHUVA ENTRE 7H DE QUARTA (24) E 7H DE QUINTA (25)

Maiores chuvas registradas até 10h30 pela fundação:

  • Beberibe - Posto Paripueira: 127.2 mm
  • Ererê - Posto Açude Santa Maria: 115 mm
  • Iracema - Posto Canafistula: 78 mm
  • Iracema - Posto Bastiões: 72 mm
  • Jaguaretama - Posto Fazenda Coque: 72 mm
  • Ererê - Posto Ererê: 51 mm
  • Quixeramobim - Posto Radar Quixeramobim: 51 mm
  • São Benedito - Posto Sitio Chapadinha: 50 mm
  • Fortaleza - Posto Fundação Ma. Nilva: 50 mm
  • Solonópole - Posto Solonópole: 47 mm
  • Groaíras - Posto Capim 1: 46.4 mm
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Chegada de águas do São Francisco ao Castanhão deve gerar milhares de empregos no Ceará

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Agronegócio vê horizonte de oportunidades com a segurança hídrica proporcionada pelo projeto da Transposição

Legenda: Com a transposição, agronegócio espera que as águas do Rio São Francisco abasteçam Fortaleza e Região Metropolitana
Foto: Hermann Rabelo

A tão sonhada chegada das águas do Rio São Francisco ao açude Castanhão - o maior da América Latina - se tornou realidade no dia 10 deste mês, e os frutos desse marco já são prospectados pelo agronegócio.

Com o fortalecimento dos perímetros irrigados a partir do redirecionamento do volume hídrico, a expectativa é de geração de milhares de empregos e crescimento das exportações de alimentos e da oferta interna, o que, na avaliação do setor, deve contribuir para o arrefecimento dos preços dos produtos no mercado local.

O diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, avalia que o barateamento dos alimentos é um dos impactos que podem ser provocados pela chegada das águas do São Francisco ao Castanhão e fortalecimento dos perímetros irrigados.

“Ajuda a exportação, mas sempre ajuda a baratear o preço no mercado interno, já que aumenta a oferta. Não se consegue exportar 100% do que se produz”, detalha Barcelos.

EXPORTAÇÃO DE FRUTAS

Barcelos lembra que o Ceará é grande exportador de melão e de melancia e que, no caso do melão, por exemplo, metade vai para exportação e a outra metade é para consumo interno. “Temos outros produtos como a manga, por exemplo, que não tem produção aqui hoje e que o Brasil exporta 15%. Na média, o Brasil exporta 3% do que produz e 97% fica no País. Depende muito do produto”, explica.

Legenda: No caso do melão, metade do que é produzido é exportado, enquanto a outra metade é para consumo interno
Foto: Natinho Rodrigues

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Quixadá, José Amílcar Silveira, estima que o setor deve ganhar, somente nas áreas dos perímetros irrigados do tabuleiro de Russas e Jaguaribe-Apodi, 10 mil empregos diretos em cerca de um ano.

Ele também corrobora que o uso das águas do Castanhão pelo agronegócio e o redirecionamento do volume do São Francisco para o abastecimento de Fortaleza e região metropolitana ajudarão a elevar as exportações e oferta de alimentos.

“Nós temos uma grande dificuldade com a produção de grãos para a avicultura e para a pecuária leiteira”, explica Amílcar.

Em matéria publicada pelo Diário do Nordeste este mês, a Associação Cearense de Avicultura estimou que os preços de produtos como o ovo devem continuar subindo este ano em decorrência do custo de produção, que aumentou 50%. O milho e a soja, produtos que são importantes componentes no cálculo do custo de produção das aves e ovos, tiveram forte fluxo nas exportações brasileiras desde o início da pandemia do coronavírus.

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Presidente da Câmara Setorial do Agronegócio da Agência do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Alexandre Fontelles avalia que o grande benefício da chegada das águas do São Francisco ao açude Castanhão é a liberação das águas do açude para a produção de alimentos. “As águas do São Francisco ficam direcionadas ao consumo em Fortaleza e do Complexo do Pecém”, diz.

“As águas originais do Castanhão sendo direcionadas para a produção de alimentos beneficiam a carcinicultura e a bovinocultura de leite, atividade presente em todos os municípios do Ceará e que é a ocupação de muitas famílias", detalha.

"Essa produção de alimentos é muito importante, nós estamos precisando ampliar produção”, diz Fontelles, acrescentando que essa ampliação precisa ser incentivada.

“Por que não estimular o desenvolvimento da produção de alimentos no próprio Ceará, reduzindo o custo do frete e tornando os alimentos mais acessíveis? Geraria emprego e renda e evitaria o êxodo rural”, reforça.

MECANISMOS DE INCENTIVO

Fontelles pondera que o Governo do Estado precisa criar mecanismos de incentivo para o desenvolvimento da produção de alimentos. “Hoje a gente nota uma preocupação com a agricultura familiar, que seria de subsistência, mas não há uma preocupação para o seu desenvolvimento e não há a mesma atenção para aqueles que estão mais desenvolvidos, que são de médio e grande porte”, destaca.

QUADRA CHUVOSA

José Amílcar Silveira também frisa que, com as águas do Rio São Francisco sendo direcionadas à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), o volume do Castanhão fica disponível apenas para o abastecimento do setor agro, favorecendo a fruticultura, a carcinicultura e a pecuária leiteira.

“A Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) já anunciou que este ano é de chuvas abaixo da média, então as águas do São Francisco no Castanhão são fundamentais para o desenvolvimento dessas culturas e também para a pecuária leiteira. O nosso grande problema no Ceará é a insegurança hídrica, as pessoas que estão nos perímetros não tinham essa segurança. Com a transposição, passamos a ter”, explica Amílcar Silveira.

A chegada do Rio São Francisco ao açude Castanhão representa a garantia de segurança hídrica para 4,5 milhões de cearenses nas regiões do Cariri, Baixo e Médio Jaguaribe e Região Metropolitana de Fortaleza. No dia 1º deste mês, as comportas do Reservatório de Jati foram abertas e a água percorreu 294 quilômetros em 10 dias até chegar ao maior açude da América Latina.

Ele reforça que, hoje, os perímetros operam com até 25% da capacidade hídrica que possuem e mesmo assim a fruticultura na região é pujante.

“A fruticultura ali naquela região é muito forte, veja que mesmo na pandemia nós não sofremos tanto com os impactos”, pontua o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Quixadá.

DEFICIT HÍDRICO

Luiz Roberto Barcelos também reforça que “o Ceará possui um deficit hídrico enorme”. “Principalmente na região semiárida, por onde essas águas vão passar. Você tem chuvas normalmente médias, em um período concentrado do ano, de 600 a 700 milímetros, e nós temos uma evapotranspiração em torno de 2 mil milímetros todo ano, então quando se faz uma transposição como essa, são garantidas águas de outras bacias que não sejam água da chuva. Isso dá uma segurança hídrica para o estado”, afirma.

Não só a geração de empregos, mas de impostos e de divisas decorrentes das exportações são destacadas pelo diretor institucional da Abrafrutas. Ele também lembra que a segurança hídrica permite aos produtores um planejamento de longo prazo. “Vai ser muito bom para a acabar com a sede humana e nós precisamos de água para produção, geração de emprego, de impostos com produtos que vão para exportação, então geram divisas. É muito importante não depender só da chuva, porque cada ano é diferente e você não consegue planejamento de longo prazo sem segurança hídrica”, diz.

As frutas (frescas ou secas e nozes não oleaginosas) respondem por cerca de 15% da pauta exportadora cearense, considerando os envios ao exterior no primeiro bimestre de 2021. Dentro das exportações agropecuárias cearenses, as frutas são 94%. O mel responde por 4,5% e os outros produtos são cerca de 1,3%.

Legenda: Carcinicultura também será beneficiada com o direcionamento das águas do Castanhão para o agronegócio
Foto: Ellen Freitas

CARCINICULTURA

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Camarão, vinculada à Adece, Cristiano Maia, também pontua a importância de redirecionar as águas do São Francisco para o consumo em Fortaleza, preservando o volume do Castanhão para a agropecuária. “Para ser viável para o setor produtivo, a água de São Francisco deve ir para consumo humano e a do açude voltaria para o setor produtivo”, reforça.

Ele destaca que há fazendas de criação de camarão próximas ao açude que estão fechadas por falta de água. “Jaguaruana tem muita fazenda às margens do Jaguaribe, algumas possuem poços, mas a vazão é pequena. Essas fazendas de criação não estão operando em sua totalidade porque há pouca água, mas se elas operassem com toda a capacidade, gerariam mais emprego e renda”, arremata Cristiano Maia.

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Após Cármen Lúcia recuar, STF decide que Moro foi parcial ao condenar Lula no caso do tríplex

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Na tarde desta terça-feira (23), a turma julgou se houve imparcialidade por parte do jurista

Legenda: Julgamento começou nesta tarde
Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL)

Com a mudança do voto da ministra Cármen Lúcia, a maioria Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu anular a ação do tríplex e julgar procedente o habeas corpus ao ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro. 

Na tarde desta terça-feira (23), a turma julgou se houve imparcialidade por parte do jurista ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso. 

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Cármen Lúcia, que já havia declarado que Moro foi imparcial, pediu para apresentar novamente seu voto no julgamento desta tarde. 

Também votaram a favor de Moro: Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Já Kássio Nunes Marques e Edson Fachin votaram pela imparcialidade do ex-juiz. 

COMO FOI O VOTO DE CÁRMEN LÚCIA 

"Neste caso o que se discute basicamente é algo que para mim é basilar: todo mundo tem o direito a um julgamento justo e ao devido processo legal e à imparcialidade do julgador", disse Cármen Lúcia, ao iniciar a leitura do voto. A ministra buscou delimitar o entendimento à questão específica de Lula na ação do triplex, tentando delimitar os efeitos do julgamento. Um dos temores de investigadores é que a declaração da suspeição de Moro provoque um efeito cascata, contaminando outros processos da operação que também contaram com a atuação do ex-juiz.

"Tenho para mim que estamos julgando um habeas corpus de um paciente que comprovou haver estar numa situação específica. Não acho que o procedimento se estenda a quem quer que seja, que a imparcialidade se estenda a quem quer que seja ou atinja outros procedimentos. Porque aqui estou tomando em consideração algo que foi comprovado pelo impetrante relativo a este paciente, nesta condição. Essa peculiar e exclusiva situação do paciente neste habeas corpus faz com que eu me atenha a este julgamento, a esta singular condição demonstrada relativamente ao comportamento do juiz processante em relação a este paciente", acrescentou Cármen.

JULGAMENTO 

O entendimento da Segunda Turma do STF marca um dos maiores reveses da história da Lava Jato no STF. A atuação de Moro em outra ação que levou à condenação de Lula na Lava Jato (a do sítio de Atibaia) foi menor: coube ao ex-juiz da Lava Jato aceitar a denúncia e colocar o ex-presidente no banco dos réus mais uma vez. A condenação, no entanto, foi assinada pela juíza Gabriela Hardt, depois que o ex-juiz já tinha abandonado a magistratura para assumir um cargo no primeiro escalão do governo Bolsonaro.

Em seu novo voto, Cármen Lúcia criticou a "espetacularização" da condução coercitiva de Lula, determinada por Moro em março de 2016; a quebra do sigilo telefônico de advogados que atuaram na defesa do petista; a divulgação de áudio entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff envolvendo a nomeação do petista para a Casa Civil; e o levantamento do sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci durante a campanha eleitoral de 2018. Para a ministra, esses episódios "maculam" a atuação do ex-juiz federal da Lava Jato.

NUNES MARQUES

Indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista (mais tempo para análise) no início do mês, suspendendo a discussão sobre a atuação de Moro ao condenar Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação do triplex. Nesta tarde, Nunes Marques surpreendeu ao votar contra o habeas corpus do petista.

Em seu voto, Kassio afirmou que o habeas corpus não é o meio processual adequado para alegar a suspeição de um magistrado. Kassio também contestou o uso de mensagens privadas obtidas por hackers e atribuídas ao ex-juiz federal da Lava Jato e a integrantes da força-tarefa em Curitiba para reforçar as acusações contra Moro. Para o ministro, o teor das mensagens não pode ser usado para reforçar a suspeição de Moro. Esses dois pontos foram rechaçados por Gilmar Mendes após a leitura do voto do colega.

"Se o hackeamento fosse tolerado como meio para obtenção de provas, ainda para defender-se, ninguém mais estaria seguro de sua intimidade, de seus bens e de sua liberdade, tudo seria permitido. São arquivos obtidos por hackers, mediante a violação dos sigilos ilícitos de dezenas de pessoas. Tenho que são absolutamente inaceitáveis tais provas. Entender-se de forma diversas, que resultados de tais crimes seriam utilizáveis, seria uma forma transversa de legalizar a atividade hacker no Brasil", afirmou Kassio.

Segundo o ministro, se as mensagens fossem usadas para declarar Moro parcial, a prática "abjeta de espionar, bisbilhotar a vida das pessoas, estaria legalizada e a sociedade viveria um processo de desassossego semelhante às piores ditaduras". "Não é isso que deve prevalecer em sociedades democráticas", frisou.

Kassio ainda levantou dúvidas sobre a veracidade do material. "A inclusão de uma simples palavra pode mudar todo o seu significado. Como confiar em provas fornecidas por criminosos? Será que uma perícia poderia testar que as conversas interceptadas são autênticas, sem a supressão de qualquer palavra? Isso sequer foi feito. Não houve perícia", disse.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast publicada no último dia 13, o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, disse que a Lava Jato teria o mesmo fim que a Operação Mãos Limpas teve na Itália, se Moro fosse declarado parcial. "É a história de uma derrocada, em que o sistema impregnado pela corrupção venceu o sistema de apuração de investigação e de condenação dos delitos ligados à corrupção", afirmou Fachin na ocasião.

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