Ao interferir na Petrobras, Bolsonaro reedita medida populista do PT

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Decisão arbitrária e sem amparo mercadológico de tentar controlar preços já foi vista na gestão do PT. Não deu certo outrora e não dará desta vez

Legenda: Aumentos aplicados pela Petrobras seguem o mercado internacional
Foto: Thiago Gadelha

Acompanhar as últimas notícias sobre a Petrobras é como assistir a um filme repetido. Não me refiro aos clássicos, claro. Estes sempre vale a pena revisitar. Faço alusão mesmo àqueles filmes ruins, com odor de mofo, que envelhecem mal e rápido.

Ainda está fresco na memória coletiva que, quando o Estado mete a mão na Petrobras, coisas ruins acontecem. E, como diria Galvão Bueno no dia do 7 a 1, "lá vêm eles de novo".

O mais recente arroubo do presidente Jair Bolsonaro, ao anunciar insatisfação com a política de preços da petrolífera e colocar mais um militar em um alto cargo executivo, emula erros da administração petista, na qual, todos nos lembramos bem, a Petrobras servia de playground político.

Fora os escândalos de corrupção com o dinheiro da estatal, a gestão do PT, populista dos pés à cabeça, interveio como pôde na política de preços da empresa, o que custou muito caro. Bolsonaro sinaliza estratégia semelhante diante da alta da gasolina.

Ninguém está satisfeito com o preço dos combustíveis. No Ceará, o litro da gasolina comum chegou a astronômicos R$ 5,65. Em um período de extrema nebulosidade na economia, com a inflação e o desemprego assustando, é legítima a preocupação do presidente com o comportamento destes preços. Contudo, não é com medidas arbitrárias e simplistas que se resolvem problemas de grande amplitude.

Petrobras pode perder R$ 100 bilhões

A Petrobras é uma empresa de capital aberto cuja estratégia deve se pautar por critérios técnicos e mercadológicos. Por mais que o novo presidente, o general Joaquim Silva e Luna, caso seja aprovado, tenha capacidade para guiar a companhia, uma nódoa de suspeitas já foi lançada sobre a governança. Calcula-se que o valor de mercado da Petrobras deva encolher em torno de R$ 100 bilhões por conta da interferência.

Discutir a questão do preço dos combustíveis é, sim, imperativo. No entanto, passa pela carga tributária a solução deste complexo problema. Faz-se necessário um esforço conjunto, incluindo governo federal e estados, para que se chegue a uma formatação na composição dos preços menos punitiva ao consumidor final, que hoje paga em torno de 30% de ICMS (estadual) e 14% de PIS/Cofins (federal) para abastecer o carro.

Para começo de conversa, as partes precisariam abrir mão de receitas, o que não é fácil, sobretudo nestes tempos de pandemia. Mas não adianta que o Planalto empurre o problema para os estados, enquanto os estados fingem que não é com eles; e muito menos para a Petrobras.

Só haverá um caminho sério para este tema se todos deixarem a politicagem de lado e começarem a dialogar de forma republicana e técnica.



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